Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas aponta que as famílias brasileiras gastam em média R$ 189 mensais com seus animais de estimação.

Entre os consumidores das classes A e B, no entanto, a média é de R$ 224 mensais.

O levantamento apontou ainda que 61% dos entrevistados consideram seus animais de estimação como um membro da família. Alimentação saudável, saúde e conforto para dormir são os principais cuidados com os bichos.

A jornalista Fernanda Varela é tutora de dois Beagles: Giggs, de 1 ano e 10 meses, e Wiki, que completa 1 ano em outubro. Segundo ela, os gastos para manter os pets são altos, mas cada real investido compensa.

“Eu tenho a linha de raciocínio que cachorro não é igual a gente, mas é igual a filho. Quem tem, tem porque quer, porque escolheu. Essa escolha traz responsabilidades. Comida, banho, vacina, são coisas básicas”, explica.

Produtos para pets

O levantamento feito pelo SPC e CNDL mostrou que os produtos e serviços mais adquiridos para cuidados com os pets são as rações (88%), seguidos dos shampoos e condicionadores (57%), petiscos (52%), medicamentos e vitaminas (50%) e brinquedos (44%).

Mais da metade (52%) dos entrevistados disse que só alimenta seus animais de estimação com rações da linha premium.
Nas classes A e B esse número sobe para 62%. O levantamento aponta ainda que 21% dos donos oferecem comida natural, feitas exclusivamente para os cães e gatos.

Entre os sonhos de consumo dos tutores estão os Planos de saúde (33%), serviços de spa (23%), assinaturas mensais de caixas com brinquedos (20%) e idas frequentes ao veterinário (20%).

A falta de dinheiro, no entanto, ainda não permite que os donos de cães e gatos tenham acesso a esses produtos ou serviços.

“Quem tem condição financeira para proporcionar outras coisas para o seu animal, como brinquedos, adestramento, creche, e tem vontade de fazer isso, tem que fazer. Cada um tem a liberdade de escolher no que investir. Eu escolhi ter cães e me dedico a eles”, opina Fernanda Varela.

Amor

Apesar de tantas despesas, a pesquisa aponta que os tutores não veem seus bichinhos como fonte de gastos. O primeiro sentimento despertado entre os entrevistados foi o amor (61%), depois a alegria (61%), e ainda o companheirismo (59%) e por fim a amizade (52%).

O levantamento mostra ainda que os tutores não estão satisfeitos com a quantidade de espaços disponíveis para que humanos e pets socializem. 62% dos entrevistados sentem falta de locais públicos que permitam a permanência de pets com os donos.

“Acho que faltam espaços em Salvador para que os nossos cães brinquem sem colocar em risco a vida deles, e também sem incomodar as pessoas que não gostam. Nós temos dois Cachorródromos onde eles podem ficar soltos. Poderíamos ter mais opções e espaços maiores”, critica a mães dos Beagles.

Segundo o SPC, 76% dos brasileiros com acesso à internet possuem um animal de estimação. Os mais comuns são os cachorros, seguidos dos gatos, pássaros, peixes, tartarugas e por fim os roedores.

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