Tutores de cães de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, se reúnem no próximo sábado, 28, a partir das 10h, para uma manifestação em frente ao Parque Ecológico de Vilas do Atlântico.

O protesto foi organizado por conta da proibição da entrada de cães aos sábados, domingos e feriados no espaço público. Além disso, outras regras estabelecidas pela Prefeitura da cidade, através da Secretaria do Meio Ambiente, também não estão agradando os tutores.

Pelas redes sociais, a tutora de Fox, Hope, Mané e Noah (Instagram @viralatinha) disse ter sido barrada ao tentar entrar no Parque com os seus cachorros.

“Não gostei de ser barrada em um parque público com meus filhos peludos. Onde meus filhos não entram eu não entro. O cão não pode pisar na grama, sendo que o Parque é todo de grama, e ainda tem que usar focinheira. Se for para andar no cimento quente, ando na rua mesmo”, desabafou.

Está à frente do manifesto a REMCA, Rede de Mobilização pela Causa Animal no município de Lauro de Freitas, que é formada por um grupo de pessoas que luta pelos direitos dos animais e pela implementação da política pública de proteção animal.

Também pelas redes sociais a REMCA vem convocando os tutores.

“Diante da regra proibitiva sem sentido, a REMCA enviou ofício solicitando esclarecimentos, e mais uma vez, não obtivemos qualquer retorno por parte da gestão municipal. Deste modo estamos convocando todos os munícipes a participarem do ato em defesa dos animais. Será uma ação pacífica. Os cães devem estar de coleira e guia”.

O que diz a Prefeitura                                                                             O Portal Eu Amo Bicho procurou a Prefeitura de Lauro de Freitas e através de nota a assessoria de comunicação disse que a decisão de proibir o acesso de animais ao Parque, nos finais de semana, atendeu solicitação de famílias que frequentam o espaço e ao registro de situações de risco envolvendo crianças.

Informou ainda que apesar da proibição, a Secretaria de Meio Ambiente da cidade vem mantendo conversas com entidades de defesa dos animais para encontrar uma alternativa que contemple a todos.

A Prefeitura disse também que a restrição nos finais de semana se tornou necessária dado o volume de pessoas que frequentam o local (cerca de duas mil e quinhentas pessoas), sendo que muitos idosos e crianças pequenas. “Esse grande público, muitas vezes, deixava os animais inquietos gerando preocupação nos pais”, concluiu.

*Imagens retiradas das Redes Sociais.

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