O mês de outubro é marcado pelas campanhas de prevenção ao câncer de mama nas mulheres, mas os nossos pets também podem ser vítimas da doença. Esses são os tumores mais frequentes em cadelas, chegando a 70% dos casos. Em gatas a frequência é menor, porém a porcentagem de tumores malignos é bem maior.

De acordo com a médica veterinária Catarina Pinto, especialista em oncologia animal, a palpação das mamas é a melhor forma de identificar as lesões. É durante os momentos de carinho do tutor com o pet que o tumor pode ser identificado.

“Mamas apresentando massas, secreção ao apertar os mamilos e, possivelmente vermelhidão e inchaço local, podem indicar se tratar de tumor mamário”, explica.

Nesses casos a ida ao médico veterinário deve ser feita o mais rápido possível.

“Ao detectar um nódulo na mama deveremos avaliar com exames de citopatologia na lesão. Este exame pode definir entre lesão benigna ou maligna. Exames de RX e ultrassom abdominal devem ser realizados para detectar o alcance do tumor e se há presença de metástases. O órgão mais propício à metástase, no caso de tumor de mama, é o pulmão”, conta a médica.

O pet também vai precisar fazer exames de sangue e cardiológicos antes de realizar a cirurgia para retirada do tumor. “Após a realização da cirurgia deve-se realizar a biópsia para confirmação do diagnóstico e avaliação da malignidade e eficiência do procedimento cirúrgico”, detalha Catarina.

Tratamento

A depender do caso, novas cirurgias poderão ser feitas, ou ainda há a opção de quimioterapia, radioterapia ou a associação entre mais de um tratamento. A maioria das lesões em cadelas, segundo Catarina Pinto, caso sejam detectadas no início, pode ser resolvida pela cirurgia.

Apesar de não ser muito comum, os machos também podem ser acometidos pela doença. O cãozinho Shivas, um Shihitzu de 12 anos, foi diagnosticado com a doença.

Ele fez a cirurgia de retirada do tumor e ainda no período pós-cirúrgico realizou quimioterapia. “Shivas fez o ciclo de quimioterapias e recebeu alta há oito meses. A frequência do câncer de mama em machos é bem menor, cerca de 1%, mas como não é impossível de acontecer os tutores também devem ficar atentos”, alerta a médica.

Prevenção

A melhor forma de prevenir o câncer ainda é a castração precoce, de preferência antes do primeiro cio (5 a 6 meses de idade), no caso das fêmeas. Dessa forma se evita que a mama seja exposta aos hormônios sexuais, reduzindo drasticamente a ocorrência da doença.

“Não é recomendado esperar um cio para realizar a castração. No mesmo raciocínio deve-se evitar a aplicação de medicamentos anticoncepcionais nos animais, já que esses medicamentos aumentam à exposição aos hormônios e levam ao aumento da incidência da doença”, afirma a médica veterinária.

Segundo Catarina, animais que apresentam gravidez psicológica, fazendo ninho com objetos diversos e podendo depois produzir leite nas mamas, estão mais predispostos a tumores mamários.

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