Quem encontrar com eles na rua provavelmente vai sentir medo, mas os cães da Coordenação de Operações Especiais da Polícia Civil da Bahia são dóceis. Ao contrário dos cães de guarda, eles não são treinados para atacar, mas sim para encontrar drogas e explosivos.

Hoje a COE conta com 6 cães, sendo que cinco estão em atuação e um está aposentado. Três deles ainda estão em processo de formação. Os grandes destaques são Roy e Troy.

“Roy é um cachorro especialista em varredura de explosivos e contribuiu muito com a polícia durante a Copa do Mundo, Copa das Confederações e visitas presidenciais”, conta o investigador Marcos Melo.

Já Troy foi preparado para detecção de drogas e com apenas 1 ano e 8 meses já tem no seu currículo três flagrantes de drogas, sendo dois na Central dos Correios e em uma operação de busca em uma residência da capital baiana.

A depender da forma como o animal foi treinado e do estimulo que ele recebeu o cão já pode participar de operações com 1 anos e 2 meses. Normalmente eles trabalham por até 8 anos, e quando se aposentam podem ser adotados pelos policiais.

“O treinamento de cães para detecção é feito a partir do segundo mês de vida. É feito um trabalho de imprinting sobre um material para estimular sua caça. Depois que o animal estiver completamente apegado ao objeto o odor característico, seja das drogas ou explosivos, será introduzido a esse material”, explica Marcos.

Segundo ele, os animais não têm contato direto com a droga. “Se os animais tiverem acesso a esses materiais eles podem morrer, principalmente as sintéticas”.

Os cães são tratados com muito carinho pelos policiais e segundo Marcos Melo para trabalhar com eles é preciso que o profissional ame animal.

“Apesar de sermos todos policiais e parecer que somos truculentos, sem sensibilidade, aqui a primeira pergunta que a gente faz para o futuro operador de canil é se ele ama cachorro, porque o trabalho é bastante puxado. O operador, além do trabalho policial, vai fazer uma doação de tempo, de atenção, de carinho, de amor e muita paciência”, ressalta.

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