Por Felipe Purcell, médico veterinário especializado em Neurologia, Ortopedia e Cirurgia Geral

Hoje o assunto é hérnia de disco. Sim, os nossos pets podem sofrer também desse mal!

Na verdade, essa é uma enfermidade que tem um caráter muito mais grave nos cães do que em nós seres humanos, já que neles pode gerar paraplegia (incapacidade de locomoção dos membros traseiros) ou até mesmo tetrapararesia grave (que acomete os quatro membros) se não for diagnosticada e tratada corretamente.

A hérnia de disco trata-se de uma degeneração da coluna vertebral (disco intervertebral), que secundariamente prejudica a medula espinhal (parte do sistema nervoso central).

Existem 2 tipos de hérnias: uma que ocorre de forma súbita (tipo 1 ou extrusão) e é mais comum nas raças de pequeno porte, e outra na qual os sinais neurológicos vão surgindo lentamente (tipo 2 ou protrusão).

Essa última é mais comum nas raças de grande porte. Nos felinos a hérnia de disco é considerada incomum.

Os sinais neurológicos mais comuns da doença são: dores, arqueamento da coluna, incoordenação motora e até mesmo paralisia.

É extremamente importante a avaliação do neurologista para identificar o local exato da lesão e solicitar os exames de forma precisa para cada caso.

Em geral o diagnóstico definitivo é feito com radiografia contrastada, tomografia ou ressonância magnética.

O tratamento vai depender de fatores como gravidade da lesão e tipo de degeneração do disco, sendo dividido em clínico (medicamentos e repouso) e cirúrgico.

É muito importante lembrar que a hérnia de disco é uma doença muito comum e afeta principalmente animais adultos jovens e não apenas os idosos.

Então, fique sempre alerta a qualquer sinal que possa indicar problema na coluna de seu filho de quatro patas.

LEIA TAMBÉM

Acupuntura: saiba como a terapia é feita nos bichos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *