O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN-BA) confirmou que o sagui encontrado morto no bairro da Caixa D’água, em Salvador, tinha o vírus da raiva. De acordo com o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da capital baiana, Aroldo Carneiro, o animal foi encontrado em uma rede de proteção e ninguém teve contato com ele.

“Assim que o sagui foi encontrado, a população acionou o Grupo Especial de Proteção Ambiental da Guarda Municipal de Salvador, que fez o recolhimento do corpo. O LACEN realizou exames no animal e confirmou que ele estava infectado com o vírus da raiva”, contou.

Segundo o veterinário qualquer animal silvestre pode estar infectado com o vírus e contaminar outros animais. Em Salvador e na região nordeste, de forma geral, o vírus circula entre morcegos, saguis e raposas.

“Com a confirmação do vírus da raiva no sagui, fica o sinal de alerta para que a população se proteja, já que é muito comum a gente observar pessoas que manipulam esses animais, seja para alimentá-los, ou até mesmo para criá-los em cativeiro”.

De acordo com Aroldo, em 2017, foram confirmados em Salvador três casos de raiva em morcegos e agora um caso em sagui.

Cuidados

O médico veterinário alerta que caso uma pessoa encontre um sagui ou morcego machucado, o CCZ precisa ser acionado imediatamente. De maneira alguma ele deve ser tocado.

“Apenas profissionais capacitados devem fazer esse tipo de manipulação. Mas é importante ressaltar também que os animais silvestres não devem ser caçados ou maltratados. Essas são espécies importantes para o equilíbrio ambiental e são protegidos por lei”, explica.

Para acionar o CCZ os telefones de contato são: 3611-7331/7310 ou 156.

Prevenção

Após os casos confirmados de raiva animal em Salvador e na região metropolitana, a Secretaria Municipal de Saúde está intensificando a vacinação antirrábica nos bairros da capital próximos a Lauro de Freitas e também na Caixa D’água.

Nesta terça-feira (19), o Centro de Controle de Zoonoses levou a ação de controle de raiva para o bairro de São Cristóvão. Os agentes de combate as endemias passaram de casa em casa para vacinar os animais que ainda não foram imunizados.
Em 2017, cerca de 230 mil doses de antirrábica foram aplicadas entre cães e gatos na capital baiana.

“Os responsáveis pelos animais de estimação devem estar ainda mais atentos. Esse ano já tivemos 3 casos confirmados de raiva em morcego na cidade e agora a doença foi confirmada em uma localidade próxima de Salvador. A transmissão pode e deve ser evitada com a imunização” afirma Aroldo Carneiro.

Nestas quarta (20) e quinta-feira (21), os agentes vão continuar percorrendo as ruas de São Cristóvão. Já na sexta-feira (22) a localidade contemplada com a ação será Parque São Cristóvão.

A doses da antirrábica também são disponibilizadas de segunda à sexta-feira, em 91 postos de saúde de Salvador das 08h às 17h.

Para passar pelo procedimento, os animais devem possuir mais de três meses de idade e não podem estar doentes.
Desde 2004, Salvador não registra casos de raiva humana. O vírus da doença é transmitido ao indivíduo por meio da saliva do animal infectado.

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