Por Felipe Purcell, médico veterinário especializado em Neurologia, Ortopedia e Cirurgia Geral

Existem doenças que são tão comuns que acabam se tornando familiares até para os donos de pets.

Porém, algumas vezes os conceitos básicos dessas enfermidades acabam sendo difundidos de forma errada.

Uma dessas doenças, com toda certeza, é a displasia coxofemoral.

DCF

A displasia coxofemoral é uma enfermidade multifatorial que afeta tanto os cães quanto os gatos.

Sim, os felinos também podem sofrer com essa doença tão comentada entre os donos de cães.

Sem sombra de dúvida, os cães são muito mais atingidos e por muito tempo os de porte grande e gigante ocuparam os primeiros lugares nas listas de raças mais acometidas.

Porém, nos últimos anos vários trabalhos científicos vêm mostrando um aumento significativo na incidência de DCF nas raças de pequeno porte, como Lhasa Apso, Shih Tzu, Yorkshire e Poodle.

Causas

Avaliando a etimologia da palavra displasia é possível entender bem essa enfermidade: displasia (dis = errado e plasia = crescimento).

Trata-se do crescimento errado da articulação coxofemoral, que também é conhecida como quadril (encaixe do fêmur com a bacia).

Por ser multifatorial, são muitos os aspectos que podem fazer com que o animal apresente os sinais ortopédicos comuns dessa doença.

Os principais fatores predisponentes são: genética, alimentação, hormonal e até mesmo o tipo de piso em que o filhote é criado.

Sintomas

Ao contrário do que muitos pensam, a DCF não é uma doença que comumente causa dor intensa, por isso, na grande maioria dos casos, os sinais ortopédicos são lentos e progressivos.

Os animais acometidos apresentam dificuldade para sentar e levantar, intolerância ao exercício e redução das atividades de lazer como brincar de pegar bolas e corridas.

Tratamento

Hoje com o avanço de técnicas de diagnóstico é possível identificar muito cedo se um cão será ou não displásico.

É muito importante ter essa informação logo nos primeiros meses de vida, já que nessa fase precoce é possível realizar uma cirurgia muito simples que impede a evolução da doença curando definitivamente o paciente.

Por isso, é extremamente importante já na fase de vacinação procurar informações a respeito dessa doença, podendo assim evitar dor e sofrimento para o seu fiel parceiro de quatro patas.

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