Até o dia 12 de dezembro do ano passado, o Lacen diagnosticou 52 macacos com febre amarela

A Guarda Municipal de Salvador fez nesta segunda-feira (15) o recolhimento de três macacos mortos e um ferido.

Os animas mortos encontrados foram encontrados nos bairros do Cabula, Mussurunga e Itapuã, e encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia.

O objetivo é atestar se a causa da morte foi por febre amarela.

O macaco encontrado ferido no bairro de Vila Canária foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde ficará em quarentena para realização de exames.

Cuidados

O Grupamento Especial de Proteção Ambiental da Guarda Municipal, responsável pelo recolhimento desses animais, alerta para os cuidados necessários nesse procedimento.

“É importante que, ao perceber um macaco doente ou morto, a pessoa entre em contato conosco imediatamente. Não deve tentar pegá-los, seja para alimentar, cuidar ou dar água, e não deve entrar em contato com o animal, de jeito nenhum”, alerta o supervisor de operações do GEPA, Robson Pires.



De acordo com o chefe do grupamento, a equipe é treinada para recolher esses animais de forma adequada e com equipamentos específicos, para evitar a contaminação.

Quando já estão mortos os macacos são acondicionados em sacos próprios e os agentes usam luvas em todos os processos.

Desde o início do ano, a GCM contabilizou 12 primatas recolhidos. Até o dia 12 de dezembro do ano passado, o Lacen diagnosticou 52 macacos com febre amarela.

Liberação

Aqueles animais encontrados ainda vivos, mas debilitados, são soltos na natureza, após a realização de todos os exames necessários durante o período da quarentena, atestando boa saúde.

É importante que as pessoas não matem os macacos, já que eles não são transmissores da febre amarela – e sim, o mosquito Aedes aegypti.

“Eles funcionam como sentinelas, pois quando morrem nos dão sinal para que a equipe da Vigilância Sanitária consiga identificar o foco e tratar de forma adequada”, explica Pires.

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