Os exames necessários no check up vão variar de acordo com a necessidade do animal, cabendo ao médico veterinário estabelecê-los

Você já sabe da importância de fazer pelo menos um check up por ano para saber se está tudo bem com a sua saúde.

Exames clínicos, de sangue e ultrassom fazem parte da rotina de adultos e crianças.

Mas e o seu pet? Você já levou seu cãozinho ou gatinho para uma consulta preventiva?

“Todos os pets devem fazer um check up anual, independente da idade. Porém, quando são mais novos os exames são mais simples e, com o passar da idade, existe a necessidade de exames mais complexos”, afirma a médica veterinária Jéssica de Andrade.

E assim como nós temos os nossos médicos, escolher um veterinário de sua confiança que acompanhe o desenvolvimento do animal desde filhote também é fundamental.

“Um veterinário que acompanha o mesmo paciente consegue identificar suas individualidades e ter maior clareza do histórico do animal, o que auxilia no diagnóstico. É papel dele orientar sobre vermifugação, proteção contra pulga, carrapato e mosquito, alimentação, cuidados com o peso, exercícios físicos e também orientações de comportamento”.

Medicina Preventiva

Quando falamos de medicina preventiva nos pets estamos reafirmando a necessidade de pelo menos consultas de rotina e a manutenção das vacinas atualizadas. Mas não é só isso.

De acordo com Jéssica, existem doenças que podem afetar animais jovens e que são descobertas com exames preventivos.

Além disso, exames em animais saudáveis definem os valores de normalidade do pet, podendo avaliar melhor a saúde do paciente quando há alguma alteração.

Check Up

Os exames necessários no check up vão variar de acordo com a necessidade do animal, cabendo ao médico veterinário estabelecê-los com base na avaliação do pet.

É preciso levar em consideração também a idade, espécie e até a raça do animal, já que existem raças com certas predisposições.

“O schnauzer com os cálculos urinários e o boxer com tumores, por exemplo. Os shihtzus, pugs, bulldogs e sharpeis, indico sempre uma avaliação oftálmica preventiva em algum momento da vida”, diz Jéssica.

De forma geral, o hemograma e sumário de urina são exames básicos para animais jovens.

Já os adultos, além desses são necessárias as avaliações renais e hepáticas, além da pressão arterial.

A partir dos 8 anos é preciso investigar outras doenças, com avaliações endócrina e cardiológica.

Prevenindo doenças

De acordo com a médica veterinária Jéssica de Andrade, existem doenças assintomáticas, isso é, que não apresentam sintomas e quando aparecem já estão em um estágio avançado.

“As doenças transmitidas pelo carrapato e a leishmaniose, endêmicas em nossa região, podem ter curso assintomático, porém esses animais são possíveis transmissores da doença e que vão ter sintomas em algum momento de suas vidas”, diz a médica.

Outro exemplo é a doença renal, mais comum em animais idosos, e que em seu estágio inicial animal acometido não apresenta sintomas. Eles só começam a aparecer quando já houve mais de 75% de perda renal.

“Conseguimos identificar alterações nos exames de urina e ultrassonografia logo no estágio inicial da doença, obtendo maior sucesso no tratamento e melhor prognóstico do pet”, garante Jéssica.

Gatos x Cachorros

De forma geral, as regras valem tanto para gatos quanto para cachorros, mas algumas particularidades devem ser levadas em consideração.

“Os gatos, em particular, precisam ser testados para FIV e Felv, doenças espécie-específicas. As tendências às doenças endócrinas são diferentes de acordo com a espécie, portanto, exigem também exames diferentes”, explica.

Animais idosos

Depois dos 7 anos, quando os animais já são considerados idosos, é preciso ficar atento às doenças cardíacas como hipertensão; doenças endócrinas como diabetes, hiperadrenocorticismo, hiper ou hipotireoidismo; doença renal, além de tumores, especialmente os de mama e próstata, para animais não castrados.

“Cada vez mais o pet tem se tornado membro da família. Com isso, a família brasileira vem buscando sim o maior cuidado com a saúde do animal, aumentando à busca por consultas preventivas. Afinal, toda a família desequilibra com a necessidade de um atendimento de emergência para seu amado pet, não é mesmo?”, finaliza Jéssica.

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